domingo, 28 de outubro de 2012

Alice não mora mais aqui (Alice doesn’t live here anymore, 1974)


Não assisti a toda a filmografia do grandioso Martin Scorsese (A invenção de Hugo Cabret), mas aprecio muito o estilo dele: crítico, marginal, caótico e reflexivo.  Em Alice não mora mais aqui , Scorsese sai das grandes metrópoles e do mundo do crime para cidades como Tucson e Fenix. 

Após perder o marido (Billy Green Bush, A morte pede carona), Alice (Ellen Burstyn, A última sessão de cinrema) e seu filho Tommy (Alfred Lutter III) viajam para recomeçar a vida, mas encontrarão barreiras, onde conhecerão um pouco mais deles mesmos.

Ainda que seja uma sinopse realista, o filme tem momentos divertidos, especialmente com os personagens de Alice e Tommy, que transmitem uma química muito natural. Mesmo saindo dos temas de costume, Scorsese retrata uma família americana real, que labuta de forma dura, com sofrimentos e sem os padrões mostrados em outros filmes.

O elenco conta com as ótimas participações de Kris Kristofferson (Blade – o caçador de vampiros), Harvey Keitel (O piano), Diane Ladd (Coração selvagem) Vic Tayback (Papilon) e a jovem Jodie Foster (Deus da Carnificina). Ellen Burstyn ganhou o Oscar de melhor atriz pelo papel (merecido). Diane Ladd foi indicada ao prêmio de melhor atriz coadjuvante. O filme ainda foi indicado em vários festivais como Cannes, Berlim e o Globo de Ouro.

Simples, divertido, reflexivo, emocionantes, várias definições convidativas para esta excelente obra!

Fonte consultada: IMDB

Imagem:  Discurso-Imagem

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